quinta-feira, julho 17, 2008

Férias de Verão

Pois é caros blogueiros,as férias estão aí e como não poderia deixar de ser o Escreve o que quiseres também vai de férias.Boas férias para aqueles que vão também!
Ah e fiquem com o vídeo deste clássico que até os dias de hoje é um filme mítico sobre as férias,hehe!Fikem bem,enjoy ;)

quarta-feira, julho 16, 2008

quinta-feira, junho 26, 2008

Piada do dia

Esta é de antologia...

O miúdo vê um casal de cachorros montados um no outro,no meio da rua e pergunta à avó:
- O que eles estão a fazer,avó?
A avó prefere uma explicação provisória:
- É o seguinte,zequinha: como o cachorrinho de trás está com a patinha magoada,o cachorrinho da frente deixou ele se apoiar nas costas para andar.
E o zequinha,indignado:
- É sempre assim! A gente ajuda os outros e ainda é enrabado!

quarta-feira, junho 25, 2008

Ratatouille na Selecção?

Há duas coisas francamente extraordinárias neste video do blog da Selecção Nacional,Tudo Por Todos.Uma é o tom com que o chefe de cozinha da Selecção,Luis Lavrador,entrevista Petit,tom que é inquietantemente similar ao que um adulto põe na voz quando está a falar ou com uma criança,ou com um adulto com severos problemas a nível mental(temi que,a dada altura,o cozinheiro perguntasse ao futebolista,"então e diz-me lá, Petit,gostas mais do papá ou da mamã?")looool...mas realmente digna de nota é a ratazana negra que,aos 1'43'' de video,vemos lá atrás atravessando a cozinha por trás de umas caçarolas.

Rato ou cabeça de indivíduo?A minha análise mais detalhada é ainda inconclusiva.No entanto,vejamos o frame em que a silhueta negra surge:

Lá está:a coisa negra continua,ainda assim,a não me parecer uma cabeça humana,até porque parece estar do lado de cá da cozinha,surgindo por aquela janela,de trás das garrafas.Mas se alguém conseguir apresentar um estudo mais detalhado e convincente sobre esta temática,que avance,porque,para mim,este é claramente dos assuntos mais interessantes do Euro 2008.

quinta-feira, junho 19, 2008

The Happening


Depois do percalço de A Senhora da Água,filme bem intencionado,cheio de boas ideias e ultra-pessoal mas que resultou numa valente salganhada que lhe ia custando a carreira,M. Night Shyamalan voltou à boa forma:O Acontecimento tem a originalidade de ser uma espécie de filme-catástrofe zen.Nada de extraterrestres perversos destruindo monumentos num festival de raios laser e explosões,nada de grandes correrias pela vida,fugindo de ameaças velozes e vorazes; apenas seres humanos parando o que estão a fazer para,com uma calma e uma frieza maquinais,cometer assustadores suicídios.Como sempre,Shyamalan invoca o suspense à Hitchcock e segue as pisadas de Spielberg:da mesma forma que as idas à praia nunca mais foram as mesmas depois de Tubarão,os passeios no parque também são capazes de passar a gerar alguma desconfiança depois de The Happening.Este é um eco-thriller bem construído,com uma mensagem capaz de nos torturar algum tempo,fazendo-nos reflectir na possibilidade do referido acontecimento poder ser mais do que uma mera metáfora,e é também o filme em que,mais do que em qualquer outro do realizador,está instalado um ambiente de estranheza e de inquietante absurdo quase digno de sonho.E toda a sequência dentro da casa da idosa solitária,e a maneira como essa personagem se transforma,é de antologia...

A ver pela reacção dos críticos americanos(uma vez mais desancando uma obra de Shyamalan e voltando à ideia preguiçosa de que O Sexto Sentido é o melhor filme dele, o que me parece um exagero a partir do momento em que existe um Unbreakable,um passo em frente em imaginação e originalidade),o realizador dificilmente se conseguirá libertar do estigma de one hit wonder.Além disso,as piadas histéricas anti-crítico de cinema de A Senhora da Água dificilmente serão perdoadas.É pena,porque em The Happening está aquilo que nos fez ficar embasbacados quando tomámos conhecimento com o universo do realizador pela primeira vez.Só não há é um twist tão vincado mas,que diabo,somos todos crescidinhos e não precisamos que todas as fitas dependam de uma cambalhota final que nos faça bater palminhas...

quinta-feira, junho 05, 2008

A notícia mais esperada!


Bem,agora já não há mais desculpas...

quarta-feira, junho 04, 2008

Você sabe menos que um garoto de 10 anos?

O famoso comentador da TV,Marcelo Rebelo de Sousa,seguía a bordo de um avião,de Lisboa para o Porto.
O lugar a seu lado estava ocupado por um garoto de uns 10 anos,natural de Amarante,de óculos,com ar sério e compenetrado.
Assim que o avião descolou,o garoto abriu um livro,mas Marcelo Rebelode Sousa puxou conversa.

- Ouvi dizer que o voo parece mais curto se conversarmos com o passageiro do lado.Gostarias de conversar comigo?

O garoto fechou calmamente o livro e respondeu: - Talvez seja interessante.Qual o tema que gostaria de discutir?
- Ah, que tal política?Achas que devemos reeleger Sócrates ou dar uma oportunidade ao Meneses?

O garoto suspirou e replicou:
- Poderá ser um bom tema,mas,antes,gostaria de lhe colocar uma questão.

- Então manda! - encorajou o professor Marcelo.

- Os cavalos,as vacas e os cabritos comem a mesma coisa,certo?Pasto,ervas,rações. Concorda?

- Sim. - disse o professor.

- No entanto,os excrementos dos cabritos são umas bolinhas,as vacas largam placas de bosta e,os cavalos,umas bolas bem grandes... Qual é a razão para isto?

Marcelo Rebelo de Sousa pensou por alguns instantes,mas acabou por confessar que não sabia a resposta...
E o garoto concluiu:

- Então como é que o senhor se sente qualificado para discutir quem deve governar Portugal se não entende de "merda" nenhuma?

quinta-feira, maio 29, 2008

A lista das exigêcias das vedetas do Rock in Rio

Tenho à minha frente a lista das exigências das estrelas internacionais que vêm ao Rock in Rio e há coisas surpreendentes.



Uma delas é que,infelizmente,não podemos gozar com Bon Jovi - o homem tem a humildade de exigir apenas uma canja de galinha e comida sem glúten.Outra é que Amy Winehouse pode não exigir nada de particularmente excêntrico(quer,como seria de esperar,vinhaça - ela diz a marca e o ano de colheita desejados)mas deseja canecas de porcelana chinesa.Vai certamente acabar tudo em cacos,e não seria mal visto incluir água oxigenada e mercuriocromo no camarim da senhora(partindo do princípio que ela vem).

Os prémios "Do Que Tu Precisavas Era De Um Par De Estalos" :para os Tokyo Hotel,que pedem coisas que alimentam a nossa ânsia natural de gozar com eles:são uma banda rock que deseja "gomas com a forma de ursinhos".Penso que não vale a pena acrescentar nada mais sobre isto.E sim,eu ingiro gomas,mas,porra - são daquelas a sério,ácidas,que fazem tremer o olho direito.

Mais um prémio "Do Que Tu Precisavas Era De Um Par De Estalos" para Rod Stewart.Diz que quer no camarim 24 bolas de futebol.Tudo bem,se pudermos reunir um grupo de malta gira para as chutar na direcção dele,numa salinha pequena.

Coisas de vedetas...enfim...

quarta-feira, maio 28, 2008

Provérbio árabe

Uma vez um sábio árabe disse:
للأعيان وعدد أعبحت الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعياننواب حسب الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية!!! و ديمقراطية تحت نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و مقسم الى مجلسين واحد للأعيا وعدد أعضاء يبل عين و واحد للنواب و عدد “ نتائج الانتخابات نائب. نتائج الانتخابات الأخير مباشرة من أصبحت الشعبسنوات، “... بينما كل سنوات، بينما يعين عنتخاباتضو من مجلس الأعيان و ينتخب الباقون الشعب أيضاً. رئيس الوزراء و تعيينهم من قبل البرلمان اعتماداً على نتائج الانتخابات النيابية. أهم الأحزاب الإس أصمقسم الى مجلسين واحد للأعيان , وعدد الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعيان
Lindo né!?! Ah! Não te preocupes... Eu também quse que chorei !!!
Ainda mais na parte que diz
:´ أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية ديمقراطية تحت نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم...Emocionante!

quarta-feira, maio 14, 2008

quinta-feira, maio 08, 2008

Japonês a contar em inglês

Ten,ten?!? looooooooooool:)))

terça-feira, maio 06, 2008

Momento Único

Sente-se e disfrute de algo que você não vê todos os dias,3 grandes pianistas em palco a tocar ao mesmo tempo!
Ray Charles, Jerry Lee Lewis & Fats Domino!
São momentos que acontecem uma vez na vida...
Sit back and enjoy ;)

quinta-feira, abril 24, 2008

U23D


A minha teoria pessoal sobre os U2 - de quem já fui fã incondicional,há muitos anos - é que tiveram um orgasmo criativo de tal intensidade com Achtung Baby e Zooropa que tudo o que tem acontecido desde então é um longo período de cansaço e recuperação pós-orgasmo. Sim,eu acho que eles ainda estão caídos para o lado nesta altura e a cada disco mantenho a esperança de que os indivíduos recuperem o entusiasmo. Mas,lamento dizê-lo,para mim isso ainda não aconteceu.Os U2 actuais servem-me tanto como o Sting actual:são uma pálida imagem de glórias passadas,criam canções indiferenciadas e banais,estão placidamente encostados ao estatuto,gerindo a sua marca sem sobressaltos.Eu sei que isto vai provocar grande revolta por estas bandas,mas é o que eu sinto:os U2 de hoje são,infelizmente,uma seca.Lá pelo meio têm uns fogachos de inspiração(Vertigo,por exemplo,é um grande single),mas estão acomodados.Recordo com saudade os tempos em que se ousava fazer um Numb, um Daddy's Gonna Pay For Your Crashed Car... E nem é preciso ir tão longe: os tempos em que as baladas - como One ou So Cruel - pareciam sair do coração,das entranhas,e não de uma máquina.

O concerto que vemos em U23D é um concerto acomodado: previsível, mecânico, preguiçosamente andando aos restos de grandes concertos anteriores (as imagens de Martin Luther King durante Pride;as mensagens escritas à Zoo TV durante The Fly),quatro bons músicos despachando serviço com a competência que se lhes reconhece mas zero de inspiração e criatividade.A realização de Catherine Owens e Mark Pellington também não tem nada que aproxime U23D de filmes-concerto dignos de ser chamados de Cinema: este filme está longíssimo de coisas como Stop Making Sense dos Talking Heads e de Jonathan Demme,A Última Valsa dos The Band e de Martin Scorsese ou mesmo da anterior incursão dos U2 pelo cinema,Rattle and Hum,de Phil Joanou (que,ao contrário do que alguns críticos teimam em dizer,era um excelente rockumentário).A verdade é que, se retirarmos o efeito 3D a U23D teríamos um bem feitinho mas banal concerto filmado para TV,um daqueles que a RTP-2 passa às vezes nas tardes de fim-de-semana,para encher.

Dito isto, saúdem-se os verdadeiros mestres de U23D:a equipa técnica que assegurou o efeito tridimensional ao filme e que faz de uma conjunção de coisas banais,85 minutos de entretenimento divertido.Estão longe os tempos em que a 3D transformava pessoas em bonecos de papel recortado:neste filme há profundidade,volume e uma incrível atenção ao detalhe: nas cenas de multidão é particularmente espantoso que cada elemento do público pareça ter sido trabalhado individualmente (e acreditem que,naquele estádio, há muita gente).E é divertido andar pelo meio da banda e quase levar com um dedo de Bono num dos olhos. Tão divertido que U23D acaba por estimular os espectadores mais atrevidos a cantar as letras dos clássicos,despertando um certo espírito de comunidade na sala de cinema (recorde-se que,nos anos 80,quando Rattle and Hum estreou, havia fãs dos U2 a entrar no Tivoli munidos de cartazes e bandeiras,como se estivessem a entrar num estádio).

Qualquer um dos DVDs disponíveis no mercado com concertos dos U2 (nomeadamente os das digressões Zooropa e Popmart) é muito mais espectacular do que o concerto de U23D. E nem precisam do efeito 3D para isso. Mas para hora e meia de relaxado escapismo musical e tecnológico, U23D cumpre.

sexta-feira, abril 11, 2008

We Own The Night


We Own The Night -que em Portugal vai chamar-se Nós Controlamos a Noite -é um operático melodrama policial e familiar transpirando clássico por todos os poros.Mais: movendo-se em águas parecidas às de The Departed (Joaquin Phoenix é um homem dividido entre os dois lados da lei),o filme de James Gray (realizador de Little Odessa) consegue ser superior ao de Scorsese,que era bem bom embora não oferecendo surpresas de maior a quem conhecia os filmes orientais que o inspiraram (a saga Infernal Affairs).

We Own The Night é um dos filmes mais intensos,requintados,elegantes e brutais que Hollywood pariu nos últimos anos e Gray narra e filma a sua história com uma confiança,um estilo e uma sinceridade tal que até consegue fazer com que o uso da câmara lenta ainda pareça cool.A agreste noite nova-iorquina dos 80s está recriada com detalhe e a história,embora passada no submundo do crime,prefere dissertar de forma pungente sobre os laços de família do que abusar de tiroteios e sequências de acção(embora as haja,curtas,brutais e concentradas,com direito a um espantoso climax num campo de milho).A mim,fã devoto de dramas policiais de outros tempos,como Serpico,We Own the Night encheu-me as medidas.E o trio de actores principais(Joaquin Phoenix,Mark Wahlberg e o grande,grande Robert Duvall) merecia nomeações e prémios que nunca mais acabam...

quinta-feira, abril 03, 2008

Haka Barrosã

Se os neo-zelandeses vissem esta "performance" ficariam maravilhados...lol :))

terça-feira, abril 01, 2008

Dan In Real Life

Para mim, Dan in Real Life é um dos filmes mais aguardados do ano. Sou grande fã do argumentista e realizador Peter Hedges, cujos About a Boy e Pieces of April são delicados, divertidos e muitíssimo bem escritos pedaços de vida (na verdade, About a Boy começava já por ser muitíssimo bem escrito enquanto livro do Nick Hornby, mas o argumento de Hedges está uma rica adaptação). Uma das razões porque aguardo Dan in Real Life com tanta expectativa é também porque Steve Carell é o actor principal. E se há género que Carell faz bem é este tipo de comédia dramática de espírito indie (não é por acaso que há quem diga que Dan in Real Life é o Little Miss Sunshine deste ano).

Não fazia ideia é que, tal como Badly Drawn Boy fez em About a Boy e os Magnetic Fields em Pieces of April, Lerche tinha sido o cantautor escolhido para compôr um score de canções e pequenos instrumentais capazes de dar ao ambiente sonoro do filme uma identidade própria, muito consistente. Gosto quando isso acontece, mais do que quando se constrói uma banda sonora com base em cantigas previamente gravadas e que entram mais ou menos aleatoriamente na fita, a encher chouriços e a fazer a história andar, preguiçosamente, para a frente. Ainda não vi Dan in Real Life, mas pelo disco da banda sonora, parece-me que a função de Lerche é, de facto, a mesma de Damon Gough e de Stephin Merritt nos anteriores filmes escritos por Peter Hedges: fazer da banda sonora uma personagem.

Sondre Lerche é um grande escritor de canções, algures entre Elvis Costello, a-Ha e Burt Bacharach, e as músicas que assina para Dan in Real Life são uma delícia, como se pode ver por To Be Surprised, o tema principal do filme, que ele foi há tempos cantar ao programa do David Letterman.

sexta-feira, março 28, 2008

14 sites úteis

01.Quando for comprar qualquer coisa não deixe de consultar o site GastarPouco.
www.gastarpouco.com

02. Confira os melhores cruzeiros,datas, duração,preços, roteiros, etc.:
www.bestpricecruises.com/default.asp

03. Indexador de imagens do Google - captura tudo que é foto e filme de dentro de seu computador e os agrupa, como você desejar:
www.picasa.com

04. Semelhante ao Internet Explorer, porém muito mais rápido e eficiente, e lhe permite adicionar os botões que desejar, ou seja, manipulado como você o desejar:
www.mozilla.org.br/firefox

05. Site de procura, semelhante ao GOOGLE:
www.gurunet.com

06. Site que lhe permite fazer pesquisas dentro de livros:
www.a9.com

07. Site que o ajuda a conjugar verbos em 102 Idiomas:
www.verbix.com

08. Site de conversão de Unidades:
www.webcalc.com.br/convers%20%C3%B5es/area.html

09. Site para envio de e-mails pesados, acima de 50Mb:
www.dropload.com

10. Site para envio de e-mails pesados, sem limite de capacidade:
www.sendthisfile.com

11. Site que lhe permite falar e ver pela internet com outros computadores,ou LHE PERMITE FALAR DE SEU COMPUTADOR COM TELEFONES DA REDE FIXA E TELEMÓVEIS EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO, GRÁTIS!:
www.skype.com

12. Site que lhe permite ler jornais e revistas de todo o mundo.
www.indkx.com/index.htm

13. Site de câmaras virtuais, funcionando 24 h por dia ao redor do mundo:
www.earthcam.com

14.Site que lhe dá as horas em qualquer lugar do mundo:
www.timeticker.com/main.htm

quarta-feira, março 19, 2008

Jumper


À partida,as minhas expectativas para o filme Jumper eram tão arrasadoramente baixas que,talvez por isso,eu tenha achado o diacho da coisa até divertida,de uma maneira tão série B que,por vezes,chega a resvalar para outras séries de letras mais abaixo no alfabeto.O filme é dirigido por Doug Liman,um realizador que,depois de fazer duas brilhantes comédias indie nos anos 90, Swingers e Go (por tudo quanto é mais sagrado,não percam estes dois filmes!),decidiu deixar-se engolir por Hollywood e tornar-se tarefeiro anónimo de blockbusters,sendo o seu melhor dessa fase o primeiro filme da série Bourne,The Bourne Identity.

Jumper tinha tudo para não funcionar: uma premissa de vale-tudo,o pouco carismático Hayden Christensen no papel principal e Samuel L. Jackson com um look que faz lembrar Abel Xavier.Vá-se lá saber como,Doug Liman consegue pôr a maquineta a andar bem,a passo rápido e seguro (ele é,de facto,um bom realizador) e proporcionar uma rica hora e meia de diversão.Não no sentido Spielberguiano da palavra "diversão",mas mais no sentido Feira Popular.O que,de vez em quando,até nem sabe mal.

A mim parece-me que o que seduz em Jumper é aquele ovo de Colombo da idéia-base: toda a gente gostava de se teletransportar em segundos para qualquer lado. Acordar no Porto e dar uma saltada a Nova Iorque antes de ir para Viseu era uma coisa que me agradaria deveras. Portanto,Liman e o argumentista David S.Goyer,um dos criadores da saga Blade, limitam-se a pôr o espectador a salivar com esse bombom e depois não se esforçam mais,deixando a tarefa para os técnicos dos efeitos especiais (alguns dos efeitos mais catitas do ano,diga-se,com especial destaque para o autocarro londrino que vai parar ao deserto).

É parvo? É,sim senhor.E chega a ser abusiva a maneira quase televisiva,no sentido mais anos 80 / Glen A. Larson da palavra,como a história se desenrola.É imaginativo?Nem por isso,embora espicace a imaginação do espectador,que começa a pensar no jeito que lhe dava saltitar daquela maneira.É divertido?Lá isso é.E até pode dar azo a uma sequela engraçada.Mas alguém devia tentar apanhar o Hayden Christensen antes dele saltar para outras paragens e dar-lhe uma estalada,a ver se ele acorda.

quinta-feira, março 06, 2008

Juno


Uma vez mais, tenho de contestar directamente uma crítica que vem no Público desta semana. Diz o Vasco Câmara, "poucas vezes acontece durante a projecção de Juno sentir que os diálogos, aforismos e situações não são mais do que o instrumento de uma argumentista à procura da imortalidade com a great american quote".

E eu pergunto: e então? Não é legítima ambição de um argumentista que as suas palavras fiquem? Diablo Cody, que merece desde logo o Óscar de melhor nome de argumentista, é uma escriba que constrói diálogos como quem escreve letras de canções - o que é absolutamente adequado em Juno - e ter esse cuidado de ourives com a palavra não significa que, por isso, se esteja a ser calculista ou pouco espontâneo. Acho que, muito simplesmente, se está a ser bom. Acho que essa é uma ambição legítima e, neste caso, concretizada, que se há coisa que Juno é, é bom. Muito bom. Bem escrito, interpretado, dirigido com delicadeza por Jason Reitman (de quem eu já tinha gostado muito de Obrigado Por Fumar) e com essa coisa absolutamente contagiante que é perceber-se que quem fez o filme adora todas aquelas personagens e, das mais importantes às mais secundárias, a todas - e aos respectivos e extraordinários actores - dá a possibilidade de brilhar.

Ellen Page confirma, depois de Hard Candy, que é uma espécie de Natalie Portman vezes 1000; é bom reencontrar Michael Cera e Jason Bateman no mesmo filme depois da série Arrested Development; é bom também que, finalmente, alguém tenha dado um bom papel, em cinema, a Jennifer Garner.

Houve alguém, que dizia que, ao chamar a Juno "a comédia", eu estava a insultar coisas como os Monty Python. Calma. Juno é a comédia deste ano, e durante o tempo que dura, esta história de gravidez teen e de amores e desamores cruzados, ela consegue fazer com que o espectador sinta que está a ver a pequena história mais importante do mundo, e não é qualquer um que consegue tal proeza (lembro-me que, no ano passado, foi o extraordinário Little Miss Sunshine, com o qual Juno faz uma bela double feature sobre família e outros acidentes de percurso). E sim, é uma comédia, não é um drama. Uma comédia, hoje em dia, não é necessariamente uma máquina de cócegas - coisas como a série britânica Marion and Geoff ou momentos de The Office e Extras, de Ricky Gervais, provam que hoje em dia a comédia pode roçar a tristeza e a angústia sem deixar de ser comédia - e as cócegas que Juno faz são, acima de tudo, na inteligência. É um regalo de filme que, mesmo no combate taco-a-taco com os grandes Paul Thomas Anderson e os Coen, merece não sair, mais logo, de mãos a abanar.

E a banda sonora é daquelas para manter em repeat, em leitores de mp3 e CDs por esse mundo fora.

Um tónico, este filmezinho. Larguem lá o Rambo e vejam mas é isto, pá!